domingo, 4 de março de 2012

.Além do meu rosto existe alguém melhor do que isso

Eu não queria que todas as pessoas gostassem de mim, nem que eu fosse a pessoa mais popular do mundo. Não é isso, mesmo. Mas em algum dia nessa vida eu queria saber qual é o problema comigo, que ninguém gosta de mim antes mesmo de me conhecer. Aliás, principalmente antes de me conhecer.
Eu não sou a pessoa mais sociável do mundo, admito isso. É muito difícil pra mim conversar com alguém que eu não conheço, eu nunca sei o que dizer e se eu devo falar alguma coisa, eu geralmente fico na minha, quieta, ouvindo. Se não há alguém que me apresente para as pessoas, eu vou ser aquela que vai ficar sozinha, lendo um livro ou mexendo no celular. Não é por me achar melhor do que ninguém, não é por não ter nada a oferecer e quase nunca é por não querer falar com alguém, é uma inabilidade crônica de me aproximar sem ser convidada.
Eu não me aproximo sem ser convidada mesmo de quem está ao meu lado! Algumas vezes as pessoas acham que eu não me importo, que eu não quero saber, que eu acho que os problemas delas são idiotice, por que eu não pergunto, eu não falo. Eu não sei o que falar! Eu não sei o que perguntar! Eu por muitas vezes ofendi alguém ou fui longe demais nas perguntas e machuquei, então na maior parte dos casos eu as evito, mas isso não quer dizer que eu não me importo ou que eu não quero saber.
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Eu não queria ser aquela pessoa que conhece todo mundo e tem muitos amigos em todos os lugares, mas muitas vezes eu fui aquela que não tinha um amigo sequer. Aquela pessoa que sentava no fundo da biblioteca na hora do intervalo das aulas para ler. Que enrolava dentro do banheiro da escola, para que aqueles 15 minutos passassem logo e eu pudesse voltar para a minha cadeira, pudesse voltar para o meu caderno completamente rabiscado de textos e desenhos - quase nada da matéria.
Eu seria essa pessoa para o resto da minha vida, mas agora dói mais. Quando somos crianças nós temos muito mais facilidade em ver somente o que queremos. Se eu não tinha amigos eu poderia esquecer disso e pegar um livro, eu poderia culpar apenas a minha falta de sociabilidade, eu poderia pensar que eu não estava lá naquelas rodinhas de amigos simplesmente porque ninguém sabia que eu estava sozinha.
Mas quando a gente cresce as coisas mudam um pouco, e dói muito descobrir que não estou na porra de um grupo de amigos porque as pessoas não gostam de mim. Sem trocar mais do que meia dúzia de palavras comigo, as pessoas decidem que não vão com a minha cara, e eu muitas vezes me vejo novamente lá na biblioteca com uma pilha de livros comigo.
É óbvio que eu tenho amigos. Poucos, mas eu tenho sim, e estou feliz com eles. Mas a taxa de pessoas que não gostam de mim sem ao menos falar comigo é muito maior do que para a maior parte das pessoas, e sim, isso me machuca muito. Eu não quero ser amiga de todo mundo, mas eu acho que seria, sei lá, simpático que as pessoas pelo menos parassem de não gostar de mim sem motivo!
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Quer me achar uma idiota? Fique a vontade, mas com alguma porra de um motivo coerente! Eu não falar oi pra você todos os dias não é um motivo, ok? Eu não sorrir o tempo inteiro também não! As pessoas são diferentes umas das outras e eu tenho problemas bem grandes com essa coisa de convívio ameno, de amizade rasa, de ser cordial e agradável. Você não gostar de mim simplesmente por algum motivo ridículo assim é a merda de um preconceito! Isso faz de você um idiota, e não é apenas comigo, é com todo mundo.
Eu sei, eu pareço chata e metida muitas vezes, mas por dentro eu sei que eu não sou, que eu sou alguém legal com um milhão de problemas para se sociabilizar e que procura ver as pessoas além do que elas aparentam. Você, que me julga pela minha cara, pode parecer sociável e simpático com todo mundo, mas e por dentro, você é tão legal quanto aparenta?
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Se eu não te dei oi e você se ofendeu, seja menos menininha e me fale oi então, pode ter certeza de que eu respondo sempre que eu ouvir, não importa o quão péssimo estiver sendo o meu dia.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

.A invenção do cinema


E então hoje eu assisti A Invenção de Hugo Cabret e pela (acho que) primeira vez, eu tenho que dedicar um post inteirinho pra falar sobre um filme. Como estudante de comunicação e, principalmente, como amante de cinema, eu me emocionei pra caramba com esse filme, é uma daquelas obras primas que estão em falta nesses tempos de adaptações de quadrinhos (apesar de eu amar o gênero, haha) e filmes adolescentes (esses eu passo, a maior parte).
Quem ainda não viu, corra ver. Eu não vou dar major spoilers, mas se você quer ser completamente surpreendido pelo filme, pare de ler por aqui e volte só quando você tiver visto (mas volte!).
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Quando eu fiz uma matéria de história do cinema na faculdade, eu tive a sorte de ter aulas com um dos melhores professores do mundo, um cara que manja bastante de tudo o que é legal nessa área. O Pucci falou muito pra gente sobre o cinema antigo, mesmo que muitas pessoas torcessem o nariz e não entendessem o motivo pelo qual a gente precisava saber sobre os irmãos Lumiere ou Méliès, por exemplo. E hoje no cinema eu pude me emocionar muito mais ao ver a história sendo contada, graças justamente a essas aulas.
O filme é um daqueles que a gente pensa uma coisa, vendo o trailer, e se surpreende completamente depois. Confesso que eu imaginei ser uma história infantil, quem sabe um pouco boba, e fiquei particularmente intrigada por ser dirigida pelo Scorsese. Acho que, no final das contas, o nome dele e o baita respeito que eu tenho por esse cara me deram um empurrão pra que eu não deixasse de ver esse filme.
Cortes que misturam, ora um cinema clássico antigo, horas uma técnica moderna e cheia de tecnologia. Um 3D que dá gosto de ver, uma edição de som que merece todos os prêmios do mundo e uma história maravilhosa, é isso que é esse filme. As recriações e reproduções de grandes clássicos do inicio do cinema e a magia dos estúdios do Méliès foram tão bem encaixadas na história que eu realmente me emocionei em várias partes, vendo como o ~novo~ cinema ainda pode ser bom.
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Não quero ficar criticando as adaptações e os filmes comerciais, eles possuem um papel bem importante e eu sou bem chegada em filmes de super-heróis, mas de vez em quando falta algo que resgate de verdade a magia do cinema antigo, um cinema cuidado em todos os detalhes, que não precisa se apoiar tanto em efeitos especiais grandiosos, explosões, perseguições em carros e computação gráfica exagerada. A Invenção de Hugo Cabret, na minha humilde opinião, conseguiu isso com maestria. Agora vamos acompanhar o Oscar num streaming esperto pra ver quantos prêmios - das 11 indicações - o filme do Scorsese vai levar. Enquanto isso, vejam o trailer de novo:


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

.O que acontece a seguir


(Esses dias atrás eu estava falando com o @SrNinja e levantamos um desafio: escrever um conto cada um, mas com a mesma temática: e se os personagens desconfiassem que estavam dentro de um conto? A gente deu um prazo de uma semana, que depois foi prorrogado, mas dessa vez cumprimos. Eu gostei do meu e resolvi colocar aqui no blog, hope you all enjoy)



- Ouviu isso?
- Não, não ouvi nada. O que foi dessa vez?
- Não sei.
- Por que você não volta pra cama?
- Alguma coisa está acontecendo.
- Sim, é óbvio que está. Eu quero dormir e você não me deixa.
- Não, Renata, não isso. Outra coisa.
- Ah. 
- Você acha que eu sou louco, né?
- Não só eu.
- Ouviu? Dessa vez você ouviu?
- Nadinha.
- Você está surda, mulher. Dessa vez foi bem alto.
- O que você ouviu, João?
- Não fala comigo com essa voz de sarcasmo, Renata, você sabe que isso só me irrita.
- Ah, sim. Isso TE irrita? Você estar acordado às 3h da manhã ouvindo barulhos que vêm da sua cabeça ME irrita.
- Então dorme, ué.
- Não vou dormir.
- Admite, você está curiosa.
- Não estou. Não tem nada ai. Volta pra cama, João.
- Tá...
- O que é que você ouve?
- Sei lá, cada vez é alguma coisa diferente. O som de alguém batendo em um teclado, crianças brincando em um parquinho meio longe, a televisão, às vezes alguma musica. Eu tenho uma teoria, mas não vou te contar, você não acreditaria.
- Conta, ué, o máximo que pode acontecer é eu não acreditar.
- Promete que você não vai entrar em pânico? Se bem que... se eu estiver certo, você provavelmente vai entrar em pânico em algum momento, pelo bem da história.
- Conta logo, seu lunático.
- A gente está dentro de uma história. E é por isso que eu ouço esses barulhos, eles vêm do lado de lá.
- Anda logo, me dá esse seu livro do Gaiman, nada de ler esses troços antes de dormir, você ficou louco.
- Não, Renata! Não tem nada a ver! Esses dias eu estava andando por aqui e de repente tudo começou a voltar e ser apagado, como se alguém estivesse apertando o backspace, eu juro!
- Louco! Você está louco, isso sim. Dentro de uma história? Ah, vá, só se for na sua cabeça fértil!
- Bem que poderia ser, mas ai EU é que estaria escrevendo. E eu te juro, eu não estou escrevendo nada.
- Pois deveria. É muita imaginação nessa sua cabeça de vento. Escreve isso tudo e me deixa dormir, pelo amor de Deus, João. Para com esses pensamentos idiotas.
- Quer uma prova?
- E você pode provar?
- Se a gente está em uma história, provavelmente o escritor já se ligou de que a gente descobriu, e logo vai querer brincar com a gente.
- VOCÊ descobriu. Não me meta nisso, é SUA loucura.
- Eu vou pular da janela. Se eu voar, a gente está em uma história mesmo. O escritor não me mataria, eu sou o personagem principal e você é a mala que não acredita nele. Ele quer te provar que você está errada.
- VOCÊ FICOU LOUCO, JOÃO? PULAR DA JANELA? NEM FODENDO, SEU MALUCO!
- Eu não vou morrer, Renata, não se preocupe.
- Eu vou ligar pro hospital, seu louco, pra eles trazerem uma ambulância pra te levar pra algum lugar e te prenderem lá em uma camisa de força, seu LOUCO!
- Não vai!
- Volta aqui, João, para com essa besteira de pular da janela! São vinte e dois andares, porra! Você vai virar um bolinho de carne lá embaixo, está louco? É isso que você quer?
- Vou provar que eu estou certo, é isso que eu quero.
- SAI DESSA JANELA, JOÃO!
- Até logo, querida.
- NÃÃÃÃÃÃÃO!
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VUPT.
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- Renataaaaa! Olha pra mim! Eu estou voando! Olha pra mim, Renata, eu ganhei asas!
- Joã... Como... O que você... Como?
- Pula, Renata! Aqui a gente pode tudo! Agora é a parte da história em que nós dois voamos juntos, de mãos dadas, vemos o mundo, antes de voltar pro quarto, cair em sono profundo e esquecer de tudo.
- Eu não tenho coragem de pular, João. Eu não confio nisso, nesse seu sistema.
- É só pular, eu estou voando, eu te pego!
- Promete?
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VUPT.
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POFT.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

.Coisas que eu queria te dizer

Você me faz falta, você sabe disso, eu sei disso, o mundo sabe disso. Mas tem dias que é muito pior, que dói mais, que um monte de coisas aparecem na minha vida e eu só precisava compartilhar com você, especificamente com você.

Hoje eu ouvi uma música que foi impossível não lembrar de você. Aliás, assim como A Hora da Aventura, essa música é do tipo que a gente ouviria junto, que a gente iria decorar e ficar cantando um pro outro o tempo inteiro daquela maneira irritante que eu fazia com Fuck Me, Jungle Drum ou as músicas da Lady Gaga...

Sangue de ET by Lulina on Grooveshark

Eu ouvi tantas vezes essa música que eu já até decorei a maior parte dela, é genial. É o tipo de música que grita pra mim o quanto você me faz falta e é tão difícil de lembrar que você não está comigo pra ouvir essas coisas. Eu sei, não é propriamente uma música de amor, mas faria muito sentido pra gente e não faz sentido de outra forma. 
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Outra coisa que eu ando querendo te falar é que eu comecei a ler alguns livros do Gaiman. Estou quase acabando o Coisas Frágeis e já comecei o Smokes and Mirrors. Ele é genial, você tinha razão (não que eu duvidasse...) e eu sei que são só histórias, mas não são só histórias, você sabe. O Gaiman tem me aberto os olhos e ouvidos para ver e ouvir um pouco mais do mundo, é um tipo de leitura que não fica apenas no livro. Ela sai, faz a gente ver o mundo de uma forma um pouco diferente, mais bonita, eu acho. 

Você faz muita falta, mesmo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

.Thin line between love and madness

Tem dias nos quais isso parece mais fácil, parece mais leve. Tem dias em que eu acho que vou olhar pro lado e esquecer de tudo e que eu vou parar de ouvir o seu nome no meu pensamento quando aquelas músicas tocam. Tem dias nos quais eu fico confiante, que eu penso em tudo o que eu tenho pela frente, em todos os lugares que eu quero visitar e morar, em todas as coisas que eu quero fazer.
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Tem dias em que tudo desmorona, fica pesado, me destrói. Tem dias que eu olho para o lado e vejo você lá no fundo da sala e eu coloco aquela música e grito o seu nome na minha cabeça, enlouquecendo gradativamente. Tem dias nos quais eu perco a razão, lembro do seu abraço quente e do seu beijo apaixonado, lembro de tudo o que nós fizemos e os lugares por onde nós passamos.
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Tem dias nos quais eu te amo e tem dias nos quais eu quero explodir a sua cabeça com dinamite. Não acabou o amor nesses dias, though.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

.O tempo é uma Coisa Frágil

Essa semana eu comprei um livro que há muito eu estava ensaiando ler, Coisas Frágeis, do Neil Gaiman. Dai que o ex é um dos maiores fãs do Gaiman e é, ao mesmo tempo, uma das pessoas com melhor gosto literário do mundo (vide post sobre o meu TCC), o que faz desse escritor leitura obrigatória. Então eu comecei a ler o livro (que é um livro de contos e crônicas e pequenas histórias) pelo conto Golias, que é um dos últimos (não sou dessas que fazem as coisas na ordem =/) e eu preciso dizer que eu estava terminando de ler enquanto comia um cupcake na Cupcake Company e uma lagriminha rolou.
A verdade é que eu me dei conta de uma coisa que realmente me deixou triste. Triste de ver que eu fui uma idiota, de ver que eu sou, na maior parte do tempo, uma idiota.
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Um dia eu fui na casa dele e, eu não lembro exatamente como o assunto foi iniciado, mas ele me disse algo em que ele acreditava e eu ri. Eu ri e perguntei se era uma brincadeira. E eu fiz piada disso, e eu fui a maior idiota do universo, por que não era uma brincadeira, não era piada, nunca foi. Eu não deveria ter dado risada. Eu não precisava acreditar naquilo, bastava não ser uma escrota. Golias é um dos melhores contos que eu já li, em muitos sentidos. São tantas referências, é tão bem escrito, a história, os sentidos, tudo. Mas uma frase no meio daquele monte de palavras me fez pensar e me fez triste.
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Acho que chegou uma hora em que a gente se perdeu, por tentar não machucar um ao outro, ficamos parados na superfície, abraçando, beijando, mas evitando o atrito, tentando não se machucar, tentando não machucar. E isso é tão triste, por que a gente deveria ficar junto e se apoiar e ser melhores amigos, no matter what, a gente devia poder compartilhar as coisas, mas eu ri e eu não deveria ter dado risada, e deveria ter sido melhor.
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Eu comecei a ler How To Talk To Girls At Parties (o livro em inglês foi umas 3 vezes mais barato do que seria em português) e eu gostei mesmo do Gaiman, mas o título desse conto me deixa triste, me faz lembrar do melhor outubro da minha vida.
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A verdade é que eu deveria ter sido uma pessoa menos chata, por que eu não consigo parar de sentir saudade.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

.As mulheres legais - parte 2 (Com a ajuda da Gab)

A Gab é uma amiga minha e ela é linda e legal e... eu já disse linda? hahahaha E ela leu o meu post da tentativa de lista que eu fiz e resolveu fazer as 25 coisas que as mulheres (LEGAIS) são/fazem e que vocês precisam saber. Eu sei, todo o ponto da minha lista é que a gente não precisa de uma lista dessas, mas listas são tão legais que eu não resisto a uma =P HAHAHAHAHAHAHA Então, enjoy her list. E ah! tem comentários meus no meio em itálico, pq eu também nunca (quase nunca) consigo calar a boca.


Por Gabriella Silva – risos.
25 coisas que as mulheres LEGAIS gostariam de se pronunciar sobre (e que vocês homens lessem)
E por favor, leiam todos. Se discordar de algum, mantenha a fé e termine a lista. ;)

1) videogames - a gente gosta de jogar. Dependendo o jogo, a gente nem gosta pelo jogo. A gente aprende a jogar pra dividir momentos com voces.

2) filmes - nós, mulheres legais, temos noção de que filmes de chorar e comediazinhas romanticas, são filmes de assistir na noite do pijama das amigas. Jamais com homens. A gente nem cogita, prometo.

Olha, conheço homens que curtem filmes mulherzinha hahahaha 

3)besteiras – nós somos fãs de mundo canibal, Hermes e Renato, Boça, vídeos de gente mais louca que o biro-biro que vai presa e só fala bobagem, 9GAG. Sabemos as falas de cor, e nossa realização é quando vocês sabem, dão risada junto, sem achar que a gente deixa de ser feminina só porque sabemos a letra da musica do ‘caralho a quatro’.

Well, quanto a mim, eu não curto Mundo Canibal e só um pouco de H&R, mas eu amo 9GAG (aliás, estou numa especie de aposta de 10 dias sem 9GAG e estou kinda freaking), mas o ponto da Gab acho que é: a gente é mulherzinha mesmo quando estamos fazendo uma troll face (:

4)internet – mulher legal nao compartilha essas coisas escrotas de internet, com fotos deprimentes e dizeres de Clarice Lispector e Caio Fernando de Abreu. Se quiser passar sentimento, escreve o seu. Nada de falar ‘ahhhh isso super me descreveeee, goxtei vou poxtar’.

Yeah, por isso que eu tenho um blog hahahahaha

5)fotos – mulher legal não tem medo de postar foto sem maquiagem, cabelo natural, óculos, praia, e fazendo careta. A gente sabe que a verdade sempre aparece. Homens reconheçam que isso é uma qualidade rara. E tirem fotos idiotas com a gente, a gente gosta.

Mas a gente gosta de estar sempre bonita, ok.

6) Ciumes – o que é meu, é meu. Biscate nunca ganha. Se você não consegue manter o seu homem, vá ficar solteira querida. Homens, a gente não gosta de 200% grude. 45% já ta bom. Descaso a gente repele. Beijos.

Bom, nesse ponto eu tenho uma opinião bem peculiar: eu não sinto ciúme. Eu acho legal dar satisfações como qualquer pessoa normal, mas eu confio na pessoa que eu me disponho a namorar e eu simplesmente não sinto ciume at all. Mas essa coisa de grude eu to dentro, muito grude pode sufocar e é legal termos um espaço nosso. 

7)ciúmes 2 – mulher massa admite quando a outra é bonita e gostosa. O que a gente vai fazer?! Paciencia, Deus abençoou, sorte a dela.


8)festas – gostamos, mas se você propor algo melhor, a gente é flexível. FLEXIVEL eu disse, não domada. Temos a opção de ir sozinha também. Ninguém vai morrer sem o outro.

Eu não sou that much into festas, então o meu seria o contrário: ficar em casa/cineminha/barzinho/coisa susse, eu amo, mas se tiver uma festa com uma boa companhia, why not? hahahaha mas o principio é o mesmo.

9)bebida – ‘minha mulher bebe igual homem’. Se pra você isso faz sentido, pra gente também faz. No further comments.

Um pequeno P.S. aqui: sou totalmente contra, pra homens ou mulheres, beber até passar mal, vomitar, fiascos e esse tipo de coisa.

10)comida – saco vazio não pára em pé gente. Não tem coisa mais chata que você ser o ultimo a terminar de comer. Mulherada boa de garfo, vamo lá!

Um dos meus maiores orgulhos é a quantidade de porcaria que eu consigo comer sem passar mal. :)

11) Demora – mulher, admita. Voce não leva de fato UMA HORA E MEIA pra se arrumar. Homem, não dêem a brecha. Mulher massa toma banho de lavar cabelo em 12 minutos, se veste em 4, e se maquia em 3. Ainda sobra tempo pra secar o cabelo se quiser. Mulher falsa, plástica e com argamassa na cara ninguém merece. Meia hora já é suficiente.


12)musica – essa é mais pessoal minha. Se você gostar de axé, pagodão nervoso, funk muleke piranha e sertanojo, se interne. Homens, mantenham distancia. Esse tipo de mulher tende a cantar (e postar) trechos dessas musicas achando que estão falando de vocês, o belo casal. Nós mulheres legais, gostamos mesmo é do velho e bom rock’n’roll, bossa nova, blues, e pop rock.

Eu só não curto TANTO bossa nova, acho, mas o resto eu gosto. Mas eu admito que eu tenho um gosto musical amplo e em partes muito questionável, só que eu passo longe das coisas chatas (aka axé, pagodão nervoso, funk muleke piranha e sertanojo, como a Gab falou hahaha)

13) aparência – consenso geral da nação : se você não for a) Dinho Ouro Preto b) Anthony Kiedis c) Keith Richards , não – em hipótese alguma – use regata. É FEIO. Só isso. Camisa xadrez, cabelinho bagunçado, conquista. Invistam no bed look. Não disse hippie, só 'preguiçoso' ok? Terno a gente acha charmoso demais, mas sem tênis por favor. E quanto ao físico, trapézio inchado ninguém gosta. Não precisa ficar um tanquinho gente. A gente sabe que costela nenhuma é gostosa sem gordura.

Se você, de fato, FOR, o Dinho Ouro Preto... morra. hahahahahaha E eu AMO terno com tênis *-* All Star com terno = ganha meu olhar. Quanto ao físico, eu passo homem muito sarado, sou fã dos magrelos, mas uma gordurinha pra apertar não é problema =P

14)Cama  - mulher legal não é sinônimo de puta no quarto não. A gente gosta de ditar o que acontece, e aceita pedidos e sugestões. Mas SEMPRE pergunte antes de fazer as coisas. A gente não abaixa a cabeça pra satisfazer todos os seus sonhos nesse sentido não. Fica de boa aí.

Well, no comments on this one.

15) carros – a gente não se importa de dirigir e buscar  vocês. Mas se possível vamos revezar. Dirigir cansa, e por favor, vocês falando da nossa habilidade de mulher no volante não ajuda em nada. Auto-estima feminina é bicho complicado.

Aqui, meu lindíssimo ponto fraco: eu não tenho CNH. Next?

16)conta – se você oferecer pra pagar a conta, a gente debate uma vez. UMA. Não faça doce de insistir só pra agradar. Se você quer dividir, fale.  A gente ajuda, relaxe.

Já expressei meus sentimentos quanto a isso no outro post né? Gente, nada contra pagar a conta, sério, mas não se sintam obrigados. Se for por obrigação, perde o valor e eu realmente não ligo de pagar pelo que eu como, poxa.

17) TPM – mulher legal engole o choro. As vezes escapa, mas homens, acreditem quando eu digo, a gente se esforça pra não descontar as coisas em vocês. A gente sabe que dói. Se as vezes a gente tá estressada, nem sempre é TPM. Reveja seus atos antes de jogar a culpa na TPM.

Quando eu to meio estressada e a pessoa (homem ou mulher) já chega e diz "pooooo tá na TPM, hein" ai eu fico brava. Gente, sério, não é assim que funciona que a gente nunca fica estressada e é sempre culpa da TPM, coitada hahahahaha 

18)groupie feelings – sim, somos fãs de atores e cantores, e podemos dizer que eles são lindos e etc. Não, a gente não adiciona eles pra mandar corações e pedir em casamento. Coisa mais 12 anos isso NE. Qualquer uma com um CEREBRO sabe que é falta de noção fazer isso. A gente sabe o nosso lugar, não é de groupie. É de admiração. E só.

Eu CAGO pra famosos, se eles não forem legais ou inteligentes. O que turns me on não é a "fama" ou something like this, mas o que a pessoa é inside. Se o Johnny Depp fosse um babaca, eu não gastaria 5 minutos com ele. (mas ele não é hahahahah)

19)ciúmes 3 – mulher legal não te proíbe de nada. No Maximo damos indícios de temor. LEVES. Nada que uma sms legal não releve.

Como eu disse ali em cima: eu não sinto ciume. Mas avise onde você vai, só pq eu sou preocupada.

20) telefone – mulher legal também não curte ficar horas no telefone com homem. A não ser que seja pra ‘phone sex’(sim, tem gente que gosta ué) ou desabafos (tanto seus como nossos), pode ficar sussegado na sms.

Eu ODEIO telefone. Odeio, tenho pavor, morro de medo. SMS's são amigas, são lindas e legais. Se for Whatsapp, EVEN BETTER e se for DM ou msg no Facebook também serve.

21) programa de índio – mulher massa mesmo, carrega peso, dorme em barraca e se suja de barro. Sim, nós existimos.

Eu só tenho medo de sapo. Eu morro de medo de sapo e eu vou pular igual uma mulherzinha, sair correndo e gritando se um sapo chegar perto. 

22) elogios e manifestações – a gente gosta, mas não exige. Mulheres legais não perguntam ‘tô gorda? To bonita?’ We Just dont. E acredite, quando a gente faz um elogio e diz que você tá bonito, que a gente acha você lindo, é verdade. Mulher legal é sincera.

Eu nem pergunto, eu sei que eu to gata. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

23)amigAs – mulheres legais não morrem se você tiver amigas mulheres. Elas são inteligentes, e viram amigas e aprendem a gostar. Se é importante pra vocês, é importante pra gente também.

24) censuras – nós, mulheres legais, gostamos de cantar no carro, chuveiro, fazer piadas, dar risada de coisa estúpida. A pior coisa que você, homem, pode fazer, é censurar a gente, fazer cara de ‘ok, já deu’. Dê risada junto, nem que seja só porque você acha a nossa risada muito ridícula.

Mas se eu tiver passando (muita) vergonha tipo no meio da rua, me avise. Menos se for pq eu to dançando ou fazendo lipsync com o fone de ouvido. Faço mesmo, to nem ai.

25) compromisso – mulher legal... Ah.. A gente gosta de estar junto. Faz tudo com vocês, somos parceiras. Não exigimos aliança no dedo na primeira semana. A gente fica, se conhece, e se gosta. O que esperamos de vocês, é a confiança de que estamos agindo de boa fé. Se a coisa tá ficando séria, acreditem que a gente gosta de vocês e não vai pisotear o coraçãozinho surrado de vocês pobrezinhos. Esperamos o mesmo em troca, nada mais. Não enrole se você já sabe que não quer nada. Seja sempre sincero, we can take the truth. Pede pra namorar só se realmente quiser.  A gente tá aqui pro que der e vier, vocês só precisam dar o passo importante de admitir que as vezes, a gente tem o que vocês querem. A gente promete que vale a pena  :) 



Como eu disse, no outro post, a gente não tem uma fórmula pronta. Eu discordo de um monte de coisa que a Gab falou, mas só por gosto pessoal, acho. Gente igual é tipo leitor de auto-ajuda, sabe? Não precisa muito pra nos conquistar. Mas sabe, eu acho que o ponto dessa lista é só fazer uma lista mesmo, pq olha, o homem que vai nos conquistar já sabe disso tudo, otherwise não chamaria a nossa atenção.

domingo, 11 de dezembro de 2011

.25 coisas que as mulheres legais fazem ao invés de ficarem fazendo listas estúpidas

Não vou ficar reclamando que o Facebook só tem coisa ruim e que meus amigos só compartilham merda e mimimi ~~orkutização~~ (preciso dizer o quanto eu odeio esse termo), mas nesse lindo sábado à noite eu estava de pantufa em casa quando abri um post compartilhado pelo Rodrigo criticando uma lista de 25 coisas que as mulheres ~supostamente~ querem que os homens saibam e olha, eu li essa lista e só posso dizer uma coisa em minha defesa (e de todas as mulheres legais): HOMENS, A GENTE NÃO É ASSIM.

Sério, mesmo. Como eu disse no post que originou esse post aqui, a mulher que escreveu aquela lista não fala por todas as mulheres. Pelo menos não pelas legais... E então vem a pergunta: o que a gente iria querer que vocês soubessem, se eu precisasse fazer uma lista? Mas a resposta é óbvia: a gente não precisa de uma lista pra dizer isso. Então vai lá, outra lista, de 25 coisas que a gente prefere fazer no lugar de ficar criando uma lista chata.

1- Não sei por onde começar essa lista, gente, não sei se vou chegar no 25.

2- Algumas mulheres legais jogam videogame - As que não jogam, não ligam de deixar o namorado jogar, pelo menos. Eu acho.

3- A gente prefere ficar com nossos namorados/peguinhas/amigos/amigas do que parar pra pensar em 25 besteiras desse tipo.

4- Comer. HAHAHAHAHAHA Eu não consigo respeitar uma mulher que é chata com comida. I mean, não precisa comer o tanto que eu como (muito) e pode até fazer dieta, mas só é legal a mulher que se permite quebrar a dieta de vez em quando pra comer um sorvetinho ou uma besteira com o namorado. Minha opinião, pode não ser totalmente true =P

5 - Pensando bem... Eu prefiro fazer meu TCC.

6- Se for fazer o TCC ganhando abraços e agradinhos de vocês, homens, EVEN BETTER.

7- Não precisa pagar a conta, pode dividir, pode pagar cada um por si, pode pagar se quiser, pode me deixar pagar tudo. Com mais intimidade dá pra pedir "paga hoje que eu to quebrada(o)e eu pago a conta da próxima vez?", não tem problema. Gente, sem mesquinharia, né!

8 - Nem cheguei no 10 e eu já me sinto ridícula.

9 - Achar bandas novas e possivelmente mostrar pra vocês depois, já que ter gostos musicais compatíveis é uma coisa que - pra mim, pelo menos - importa. Não precisa gostar das minhas bandas de menininha, mas né, compatibilidade média é fundamental.

10 - Trabalhar. Que olha, deve ser uma coisa que a mulher que escreveu aquilo não costuma fazer muito, pra 1- ter tempo de pensar em tudo aquilo 2- querer MESMO que o cara pague a conta (sério, encanei com isso hahahaha)

11 - Ir no cinema juntos e ASSISTIR O FILME - gente, cinema não é barato, se é pra ficar se pegando o tempo todo, nem vai. :) (mas um beijinho roubado... sempre bom)

12 - Ver How I Met Your Mother - HAHAHAHA ok, essa é minha, não sei se todas as mulheres legais se identificam. Mas viu, se gostar de HIMYM tem grandes chances de ser legal ;)

13 - Ir ao teatro.

14 - Faltam 11. Eu. Não. Vou. Conseguir.

15 - Planos legais de última hora. :D

16 - Tá. Eu desisto. existe um milhão de coisas que eu prefiro fazer a escrever listas pseudo-feministas que falam por uma pequena parcela de pessoas. E eu acho que essa minha lista varia de mulher legal pra mulher legal, já que a gente é tão legal justamente por não ser igual, não é mesmo? ;) (rimou, uhul!)


A lição aqui é: uma mulher legal prefere ser legal (e por consequência ser tratada bem pelo namorado/peguinha/amigo) do que ter que especificar o que a outra pessoa precisa fazer. Não é mesmo?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

. Um pouco sobre o paradoxo dos meus sentimentos pelo TCC

Eu escolhi o tema do meu TCC ano passado, enquanto ninguém queria saber de pensar sobre isso, então dá pra sacar que, não só eu amo o tema, mas eu já penso sobre ele faz um bom tempo. A verdade é, não fosse isso, seria impossível escrever isso a tempo, já que eu sou dessas megalomaníacas que não aceitam algo se não for o máximo que eu puder fazer e escolhi um tema que não vai me poupar folhas pra ler e escrever.
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A gente estava lá, passeando pela livraria, como sempre - porque nós éramos desses que não podiam ver uma loja de livros que iam entrando, e se essa loja é quase do tamanho de um shopping, isso é simplesmente o paraíso na terra - então ele pegou 1984 nas mãos e me disse que amava aquele livro. Nossas mãos já estavam cheias, mas a capa dessa edição era tão linda, e o tema pareceu tão bom.
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E depois disso, eu li 1984, a gente discutiu muito a respeito, a gente falou muito sobre o que o autor quis dizer, a gente paralelizou isso com Admirável Mundo Novo e até vimos "A Ilha", que eu jurei que era bom e tinha elementos do livro, mas vendo de novo, realmente é muito "Michael Bay" e deve fazer Huxley chorar embaixo da terra. E então construímos juntos o tema do que seria o meu TCC, um paralelo entre esses dois livros. O tema já foi bastante lapidado, a vontade de falar sobre tudo é grande, mas não tenho tempo. Só que o assunto central ainda está aqui, causando todos os tipos de sentimentos em mim.
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Primeiro, eu duvido que outra pessoa entenda o tema e as minhas motivações pra amar isso tanto quanto ele. Desculpem, amigos, quando eu sorrio amarelo quando me perguntam meu tema de TCC, não é tão fácil. Ele está sempre na minha cabeça, mas especialmente agora e falar sobre isso é particularmente dolorido.
Segundo é que poucas coisas fazem sentido se eu não tiver ele pra compartilhar, mas os resultados da minha pesquisa, meus escritos e anotações estão em um nível épico de vontade. É como se esse TCC fosse algo que só seria possível com ele, e na verdade é exatamente isso, já que eu não teria ido a lugar nenhum sem ele.
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Então amigos, entendam, eu não posso forçar meu sorriso o tempo inteiro, enquanto tudo dói aqui dentro, enquanto eu penso nele e quero compartilhar o que está dando certo na minha, o meu TCC, minha pesquisa, os livros maravilhosos que eu tenho lido. Eu escrevo e a vontade que dá é de deixá-lo orgulhoso de mim, ainda essa vontade. Não dá pra não lembrar de tudo, é impossível, é completamente impossível.
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Se eu pudesse escolher eu estaria com ele, de mãos dadas, tanto simbolicamente quanto na realidade também, é claro. Abraçada, sentindo aqueles braços que sempre me diziam que tudo ia ficar bem. Eu queria que ele ficasse orgulhoso de mim, porque eu estou fazendo um bom trabalho e ele também tem todo o mérito por isso.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

.Eu te amo

Eu não quero ser aquela que não diz o que eu quero, seja por medo ou por outro motivo.

Eu te amo. Desde os nossos primeiros dias juntos, aquelas horas infinitas e maravilhosas, tudo. Eu te amo e não vai embora. Não muda, não fica pequeno. Eu te amo e eu quero encontrar uma solução pra ficar com você.


Por que eu preciso do seu abraço, do seu colo, da sua mão quentinha, da touca do seu moletom pra me esconder, de tudo. Eu preciso de você pra estar comigo e não soltar mais.


(L)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

.Um leão por dia

A vida, essa linda, só que ao contrário.


Há quase meio ano, eu não tenho mais o meu melhor amigo. Namorado, melhor amigo, a pessoa que estava sempre ao meu lado. Não me entendam mal, amigos, vocês estão aqui por mim e isso me ajuda, mas existe uma cumplicidade e um abraço que a gente só encontra em uma pessoa no mundo. E era esse abraço o que eu precisava hoje, por que tudo está acontecendo ao mesmo tempo, eu não sei pra onde ir.
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Eu morro de saudade dele, isso não é preciso ser dito. E estaria ruim o suficiente se essa fosse a minha única preocupação mas não é. Por que eu sou tão idiota que não consigo me contentar com um simples tema banal de TCC e quero carregar nas costas algo que está claro que eu não consigo fazer em tempo hábil. Não é culpa de ninguém mais, só da minha ambição em escrever o trabalho perfeito, e o sofrimento de me ver falhando miseravelmente de várias maneiras. Livros espalhados pelo chão da sala, nas bolsas, em cima do piano, e eu não encontro todas as respostas.
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Eu preciso de muitas respostas. Onde eu vou morar mês que vem? Eu não sei. Por que a saudade dele é grande e isso dói, a pressão do TCC e minha inabilidade de chegar a respostas plausíveis também preocupa, mas isso não era suficiente e pra completar, meu pai foi transferido de cidade no trabalho. E eu preciso gastar meu tempo pensando em onde morar, o que fazer, como me manter, como vai ser, como pagar a faculdade, como achar um lugar em tão pouco tempo, como conviver com a saudade que me aperta o dia inteiro, como não pensar nele e tentar escrever um parágrafo do trabalho da faculdade, como abstrair tudo e me focar no emprego, pelo menos naquelas seis horas que estou lá.

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Eu não estou sofrendo mais do que ninguém, eu sei. Não estou passando por algo impossível, nem estou sendo a vítima. Mas é assustador não ter alguém ao meu lado pra me dizer "Estou aqui, beibe, segurando a sua mão", me dizendo que vai dar certo e que eu vou conseguir. É assustador pensar nisso.



E eu não quero um outro alguém -
muito menos se for
pra esconder o nosso bem
em um falso sorriso.

- Eu te amo, Porra - Poléxia

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

._. [2]

Why, in the hell, there is no place for second chances?


I mean, I love him, universe.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

.Era pra ser um adeus, mas é uma carta de amor

Existe um momento em toda essa confusão pós namoro no qual eu não consigo mais saber exatamente pra qual direção seguir. Esse momento é agora, right here. Eu magoei quem eu mais amo, e não foi só uma vez, e eu não sei o que fazer por que a dor não vai embora.

Eu andei pensando bastante, nessa última quase metade de ano infernal, e eu cheguei a uma conclusão. É muito mais fácil quando um dos dois não ama mais, o relacionamento acaba, muito choro, noites em claro pensando "o que eu fiz de errado?", amigos apontando os defeitos do ex, chocolate, algumas compras desnecessárias e pronto. Um dia você simplesmente acorda e pensa "belo dia lá fora".

Mas eu já passei por isso algumas vezes, eu já fui deixada e eu já deixei também. Doeu no começo, mas nunca, nunca, NUNCA, foi assim. Eu o amo, eu quem sabe perdi todas as chances com a pessoa mais maravilhosa do mundo. É assim que eu me sinto até hoje quando eu penso nisso. E os meus amigos sabem disso, por que eu jamais defendi alguém dessa forma. É obvio que eu sei os defeitos dele, é obvio que eu sei onde ele também errou, mas ninguém tem o direito de falar, ninguém tem o direito de julgar.

Falando nisso, é engraçado como sempre que alguém termina um namoro as pessoas ao redor acham que precisam ficar apontando todos os defeitos do mundo sobre o ex. Colegas, não existe NADA mais sem sentido do que isso. Eu estou sofrendo um bocado e vocês vêm e tentam me convencer de que eu namorei um babaca? Desculpa, não consigo seguir essa linha de raciocínio. E não, ele não é um babaca. Conheçam ele antes de falar, existe muito mais nele do que habilidades mágicas no Street Fighter e um cabelo perfeito.

E é isso. Exatamente isso que acontece todas as vezes. Eu tento arrumar motivos pelos quais eu não deveria estar sofrendo, eu tento fazer o papel do amigo babaca e falar que "come on, eu estou bem melhor agora", eu tento, mas tudo que eu me lembro é de como ele ficava feliz quando nós fazíamos miojo com ervilha de saquinho, ou como nós conseguimos zerar Scott Pilgrim como um time (80% ele, 20% eu, mas still um time), ou ainda de como era maravilhoso quando nós passeávamos nos museus e ele actually sabia muito mais do que eu sobre o assunto.

Todas as vezes que eu tento me convencer de que eu estou melhor agora, eu me lembro que ele veio e ficou comigo quando eu estava doente e mal conseguia levantar do colchão, eu lembro da caneta mágica com tinta invisível ou do ET, o profissional capacitado mais adorável do universo. Eu lembro das nossas idas a lojas de brinquedos pra apertar todas as coisas que piscavam ou faziam barulho, de como a gente ia almoçar na Cidade do Sol e saíamos de lá tão gordos de deliciosidades que todas as vezes a gente jurava que nunca mais ia comer tanto e, guess what, a gente sempre comia mais no outro dia. Não dá pra esquecer, não dá pra apagar.

Ele sempre me disse que eu guardava demais o passado, e isso o incomodava muito. Mas a verdade é, por mais que eu não guarde rancor (da maioria) das pessoas que passaram pela minha vida, eu não tenho saudade. Eu não lembro de algo e penso em como a pessoa faz falta, por que really, não faz. E se eu faço algo hoje eu eu já fiz anos atrás com outra pessoa, não é por ter saudade, mas é justamente por não associar aquilo a outra pessoa.

E esse é o maior dos meus problemas, e é o motivo desse texto imenso. Eu não consigo desassociar as coisas que eu fiz com ele. Eu não consigo ir a um museu e não pensar que ele é o melhor guia do mundo. Eu não consigo pensar em filmes legais sem pensar em como nós assistimos os melhores filmes desconhecidos (dica: vejam La Belle Verte e Ink). Eu não consigo ver bichinhos de pelúcia sem lembrar do ET, eu não consigo comer pizza de tomate seco com rúcula sem lembrar da primeira vez que eu fui na casa dele, eu não consigo tornar tudo isso lembranças minhas e seguir, não dá. Basicamente tudo, desde jogar videogame até a ver filhotes de cachorros, passando por minhas músicas preferidas (mesmo as que ele detestava) e indo até ao mirante da minha faculdade, tudo é uma memória minha e dele. Uma memória que não vai embora e que me impede de simplesmente continuar com a minha vida normal. Eu não quero tirar ele da minha vida por que eu o amo. Eu estraguei tudo, mas eu o amo.

E quando eu passo noite acordada até tarde pensando, eu não fico tentando tirar ele da minha cabeça, eu só tento achar uma maneira, qualquer maneira, de não precisar ficar mais tão longe e de deixar tudo certo, como sempre deveria ter sido. Eu durmo sempre com a esperança de que no outro dia de manhã uma solução apareça.

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"And if love is just a game
Then how come it's no fun?
If love is just a game
How come I've never won?
I guess maybe it's possible I might be playing it wrong"
(2 atoms in a molecule - Noah and the Whale)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

.Nem em título em consigo pensar hoje

Ai eu ia saindo do restaurante, com chocolate na mão pra sobreviver o resto do dia (mentira, que eu já comprei mais um Kinder Bueno na faculdade), o casaco pra não passar frio nesse lugar que parece uma filial do Alaska, a mochila imensa levando o computador pesado, a cara contorcida de quem saiu de um ambiente escuro pra rua cheia de sol (por que eu esqueci meu óculos de sol em casa, é óbvio), tentando entender exatamente como colocar tudo aquilo dentro da bolsa e continuar andando e ai eu olhei pro lado e quase derrubei tudo no chão quando te vi. Ali, andando rápido, passando por mim e com aquele sorriso no rosto.
Fiquei sem reação e fiz o que eu sempre faço quando fico sem reação: a primeira coisa estúpida que me vem à mente. Cruzei seu caminho quase tropecei fingi que não vi (Deus, pq eu faço isso?) e atravessei a rua. Tremendo, com a barriga gelada, com a cabeça virada pra trás te vendo ir embora.

Com a ineficiência que me é peculiar pra resolver qualquer tipo de situação.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

._.

Eu tenho uma confissão pra fazer: um tempo depois que a gente terminou eu comprei um saco cheio de balas de deliciosidade e não comi nenhuma. Guardei na bolsa pra comer mais tarde e mais tarde e mais tarde e não comi. Nunca. Dei o pacote cheio pra alguma das minhas irmãs, eu não consigo mais comer bala de deliciosidade.
Eu não sei se você ainda é vegetariano (espero que sim, é uma coisa boa e te faz bem), mas todas as vezes que eu vou comer e só tem um lanche vegetariano eu deixo pra você, por que eu ainda como um pouco de carne. E quando só tem um ovo no restaurante eu não pego, mesmo que você não esteja lá pra pegar, mas
E eu queria muito ter o poder de, sei lá, saber tudo. De saber o que está acontecendo, de saber o que vai acontecer, de ver o futuro, de saber o que eu tenho que fazer, se eu estou fazendo a coisa certa, se eu estou escolhendo o caminho certo, se eu estou errando, se um dia vai ficar bem, se você vai me perdoar, se eu vou me perdoar, se eu vou te perdoar, se vamos perdoar essa vida de merda, se as coisas acontecem por uma razão. Eu nunca vou saber a maior parte disso, imagino, mas é isso o que passa pela minha cabeça, sempre que eu olho pro lado e vejo você na sua mesa, as vezes sorrindo. Especialmente quando você está sorrindo.
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Eu não sei mais muito sobre como está você. Eu não sei se você ainda mora no mesmo apartamento, se você vai se mudar, se você já se mudou, não sei como está a sua mãe, não sei se você guardou algo do que eu te dei um dia, eu não sei se você ainda guarda a estrela que eu costurei, mas hoje eu estava arrumando as minhas coisas e eu achei muitas coisas suas e eu juro que eu não sei onde foi que a gente se perdeu. Era pra ser tudo muito, muito diferente mas eu sempre estrago as coisas, mesmo quando é o que eu mais quero.
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"But it was not your fault but mine
And it was your heart on the line
I really fucked it up this time
Didn't I, my dear?"

quinta-feira, 16 de junho de 2011

.Tá foda

Tá foda.
Ai eu acordo e a coberta é quentinha, mas não é isso só que me prende ali. A coberta é quentinha e o colchão delicioso e o meu travesseiro da NASA mas o que me faz querer ficar ali é tudo isso que não tem a ver com a temperatura que faz lá fora. Eu saio de casa e a música no fone é sempre a mesma, sempre a mesma coisa a única voz que eu quero ouvir e eu não pego caminhos novos, é sempre o mesmo passo, a mesma calçada e eu tento não deixar tudo isso atrapalhar toda a minha produção mas tá foda. Tá foda por que quando eu vejo estou na pose do Pensador e... pensando. E sinceramente pensar tá doendo mais do que caminhar no milho descalça. Eu preferia sei lá, ajoelhar na tampa de garrafa por que meu pensamento tá foda, minha vida tá foda, tá tudo foda por que eu sou incapaz de ver como que vai ser, e é isso. Eu odeio não saber como que as coisas chegaram nesse ponto e como que eu posso reverter, se eu posso reverter, o que eu tenho que fazer pra consertar isso e se tem conserto. Eu só queria poder entrar naquele restaurante e almoçar, mas não dá pra entrar lá sozinha, você sabe. Quando eu for pagar virão as perguntas e eu choro todos os dias passando ali na frente por que eu penso nas perguntas e naquele olhar de compaixão e eu choro imaginando como seria. Não, definitivamente eu não posso mais ir lá. Sei lá, há algum tempo eu estava tão decidida e eu não sei mais de nada, não sei mais de nada.

E o wallpaper. Eu to usando. Os bracinhos minúsculos do Beartato segurando o café em cima do Beartato de neve e foda-se, eu to usando e tá doendo mas tá tudo bem agora também. Não tá, mas às vezes parece que se eu olhar tempo o suficiente pro nada, pro vazio, vai ficar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

And again

Vontade absurda de ser escritora. Onde foi que minha criatividade se enfiou? O twitter, e a sua absurda facilidade, matou a minha capacidade de manter um blog, acho eu. Mas sou mais teimosa do que essa incapacidade. Pela milesima vez eu volto pra soprar a poeira disso aqui.

sábado, 23 de abril de 2011

.O nosso mundo também cabe na varanda

Um dia, depois do melhor final de semana de todos, eu disse a ele que ele havia chegado bagunçando tudo, causando uma revolução, mudando tudo de lugar aqui dentro. E era verdade, da melhor maneira possível.
Ele não mudou meu mundo, ele me mudou de mundo e hoje tudo faz muito mais sentido. Não é um mundo utópico no qual tudo dá magicamente certo e nada é ruim. É um mundo real - e por vezes imperfeito - mas inundado de carinho, abraços, significados especiais e sentimentos bonitos.
É o nosso mundo, onde desenhamos o fundo do mar juntos, e ninguém mais fica sozinho. A gente existe um para o outro, e isso faz desse mundo tão bom.

(L)



"Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo"

segunda-feira, 14 de março de 2011

.Data de validade

Eu não sou contra o capitalismo, muito pelo contrario, eu trabalho, eu consumo e eu simpatizo com a etica protestante de Weber.
O que eu não consigo defender é a "supercapitalização" das coisas, se é que este termo existe. A maneira como os bens duraveis se tornam descartaveis, como as necessidades sao plantadas e como as pessoas aceitam isso e parecem gostar. Tratam iPads como se tivesse data de validade estampada no fundo.
Eu amo os produtos da Apple. São bons justamente por serem duráveis. Eu só me recuso a trocar meu MacBook só por que existem 2 ou 3 versões mais recentes.

sexta-feira, 4 de março de 2011

.O Foursquare e os babacas

Encabeçando a lista das coisas que eu odeio no Twitter estão as atualizações automáticas feitas por aplicativos, estilo last.fm, Orangotag e Foursquare. Sério, eu não quero saber o que você têm ouvido, o que você assiste ou onde você está, se isso for dito por um robô com uma frase pronta!

Se você escrever “ouvindo a banda X a semana inteira e é extremamente viciante” eu vou, provavelmente, procurar a tal banda X (se eu sei que o seu gosto musical é bom, veja bem). Agora, se ao invés disso, você mandar aquela porcaria daquela atualização do last.fm, eu vou amaldiçoar você pra que os seus dedos caiam, sei lá, algo assim.

Mas o pior, de longe, é o Foursquare. Se existe um aplicativo que veio do inferno, é esse. “Fulano está em tal lugar” E DAI? Se Fulano escrevesse “estou em tal lugar e aconteceu algo interessante”, ai é ok. Mas me diz, que motivo eu teria pra querer saber que você simplesmente está vagabundeando no shopping? Nem vou comentar na falta de segurança por que isso é chover no molhado.

Pior são os que ficam mandando essa merda a cada 5 minutos, pra conseguir aqueles troféus idiotas. Deixa eu te falar uma coisa, querido colega: você é um babaca. Não importa se eu gosto de você ou se a gente é amigo, você ainda é um babaca. Aquele troféu tosco que você recebeu no Foursquare vale tanto quanto uma estaleca na vida real. Ou seja, nada.