.Nana e o Mar
domingo, 4 de março de 2012
.Além do meu rosto existe alguém melhor do que isso
Eu não sou a pessoa mais sociável do mundo, admito isso. É muito difícil pra mim conversar com alguém que eu não conheço, eu nunca sei o que dizer e se eu devo falar alguma coisa, eu geralmente fico na minha, quieta, ouvindo. Se não há alguém que me apresente para as pessoas, eu vou ser aquela que vai ficar sozinha, lendo um livro ou mexendo no celular. Não é por me achar melhor do que ninguém, não é por não ter nada a oferecer e quase nunca é por não querer falar com alguém, é uma inabilidade crônica de me aproximar sem ser convidada.
Eu não me aproximo sem ser convidada mesmo de quem está ao meu lado! Algumas vezes as pessoas acham que eu não me importo, que eu não quero saber, que eu acho que os problemas delas são idiotice, por que eu não pergunto, eu não falo. Eu não sei o que falar! Eu não sei o que perguntar! Eu por muitas vezes ofendi alguém ou fui longe demais nas perguntas e machuquei, então na maior parte dos casos eu as evito, mas isso não quer dizer que eu não me importo ou que eu não quero saber.
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Eu não queria ser aquela pessoa que conhece todo mundo e tem muitos amigos em todos os lugares, mas muitas vezes eu fui aquela que não tinha um amigo sequer. Aquela pessoa que sentava no fundo da biblioteca na hora do intervalo das aulas para ler. Que enrolava dentro do banheiro da escola, para que aqueles 15 minutos passassem logo e eu pudesse voltar para a minha cadeira, pudesse voltar para o meu caderno completamente rabiscado de textos e desenhos - quase nada da matéria.
Eu seria essa pessoa para o resto da minha vida, mas agora dói mais. Quando somos crianças nós temos muito mais facilidade em ver somente o que queremos. Se eu não tinha amigos eu poderia esquecer disso e pegar um livro, eu poderia culpar apenas a minha falta de sociabilidade, eu poderia pensar que eu não estava lá naquelas rodinhas de amigos simplesmente porque ninguém sabia que eu estava sozinha.
Mas quando a gente cresce as coisas mudam um pouco, e dói muito descobrir que não estou na porra de um grupo de amigos porque as pessoas não gostam de mim. Sem trocar mais do que meia dúzia de palavras comigo, as pessoas decidem que não vão com a minha cara, e eu muitas vezes me vejo novamente lá na biblioteca com uma pilha de livros comigo.
É óbvio que eu tenho amigos. Poucos, mas eu tenho sim, e estou feliz com eles. Mas a taxa de pessoas que não gostam de mim sem ao menos falar comigo é muito maior do que para a maior parte das pessoas, e sim, isso me machuca muito. Eu não quero ser amiga de todo mundo, mas eu acho que seria, sei lá, simpático que as pessoas pelo menos parassem de não gostar de mim sem motivo!
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Quer me achar uma idiota? Fique a vontade, mas com alguma porra de um motivo coerente! Eu não falar oi pra você todos os dias não é um motivo, ok? Eu não sorrir o tempo inteiro também não! As pessoas são diferentes umas das outras e eu tenho problemas bem grandes com essa coisa de convívio ameno, de amizade rasa, de ser cordial e agradável. Você não gostar de mim simplesmente por algum motivo ridículo assim é a merda de um preconceito! Isso faz de você um idiota, e não é apenas comigo, é com todo mundo.
Eu sei, eu pareço chata e metida muitas vezes, mas por dentro eu sei que eu não sou, que eu sou alguém legal com um milhão de problemas para se sociabilizar e que procura ver as pessoas além do que elas aparentam. Você, que me julga pela minha cara, pode parecer sociável e simpático com todo mundo, mas e por dentro, você é tão legal quanto aparenta?
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Se eu não te dei oi e você se ofendeu, seja menos menininha e me fale oi então, pode ter certeza de que eu respondo sempre que eu ouvir, não importa o quão péssimo estiver sendo o meu dia.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
.A invenção do cinema
Quem ainda não viu, corra ver. Eu não vou dar major spoilers, mas se você quer ser completamente surpreendido pelo filme, pare de ler por aqui e volte só quando você tiver visto (mas volte!).
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Quando eu fiz uma matéria de história do cinema na faculdade, eu tive a sorte de ter aulas com um dos melhores professores do mundo, um cara que manja bastante de tudo o que é legal nessa área. O Pucci falou muito pra gente sobre o cinema antigo, mesmo que muitas pessoas torcessem o nariz e não entendessem o motivo pelo qual a gente precisava saber sobre os irmãos Lumiere ou Méliès, por exemplo. E hoje no cinema eu pude me emocionar muito mais ao ver a história sendo contada, graças justamente a essas aulas.
O filme é um daqueles que a gente pensa uma coisa, vendo o trailer, e se surpreende completamente depois. Confesso que eu imaginei ser uma história infantil, quem sabe um pouco boba, e fiquei particularmente intrigada por ser dirigida pelo Scorsese. Acho que, no final das contas, o nome dele e o baita respeito que eu tenho por esse cara me deram um empurrão pra que eu não deixasse de ver esse filme.
Cortes que misturam, ora um cinema clássico antigo, horas uma técnica moderna e cheia de tecnologia. Um 3D que dá gosto de ver, uma edição de som que merece todos os prêmios do mundo e uma história maravilhosa, é isso que é esse filme. As recriações e reproduções de grandes clássicos do inicio do cinema e a magia dos estúdios do Méliès foram tão bem encaixadas na história que eu realmente me emocionei em várias partes, vendo como o ~novo~ cinema ainda pode ser bom.
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Não quero ficar criticando as adaptações e os filmes comerciais, eles possuem um papel bem importante e eu sou bem chegada em filmes de super-heróis, mas de vez em quando falta algo que resgate de verdade a magia do cinema antigo, um cinema cuidado em todos os detalhes, que não precisa se apoiar tanto em efeitos especiais grandiosos, explosões, perseguições em carros e computação gráfica exagerada. A Invenção de Hugo Cabret, na minha humilde opinião, conseguiu isso com maestria. Agora vamos acompanhar o Oscar num streaming esperto pra ver quantos prêmios - das 11 indicações - o filme do Scorsese vai levar. Enquanto isso, vejam o trailer de novo:
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
.O que acontece a seguir
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
.Coisas que eu queria te dizer
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
.Thin line between love and madness
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Tem dias em que tudo desmorona, fica pesado, me destrói. Tem dias que eu olho para o lado e vejo você lá no fundo da sala e eu coloco aquela música e grito o seu nome na minha cabeça, enlouquecendo gradativamente. Tem dias nos quais eu perco a razão, lembro do seu abraço quente e do seu beijo apaixonado, lembro de tudo o que nós fizemos e os lugares por onde nós passamos.
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Tem dias nos quais eu te amo e tem dias nos quais eu quero explodir a sua cabeça com dinamite. Não acabou o amor nesses dias, though.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
.O tempo é uma Coisa Frágil
A verdade é que eu me dei conta de uma coisa que realmente me deixou triste. Triste de ver que eu fui uma idiota, de ver que eu sou, na maior parte do tempo, uma idiota.
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Um dia eu fui na casa dele e, eu não lembro exatamente como o assunto foi iniciado, mas ele me disse algo em que ele acreditava e eu ri. Eu ri e perguntei se era uma brincadeira. E eu fiz piada disso, e eu fui a maior idiota do universo, por que não era uma brincadeira, não era piada, nunca foi. Eu não deveria ter dado risada. Eu não precisava acreditar naquilo, bastava não ser uma escrota. Golias é um dos melhores contos que eu já li, em muitos sentidos. São tantas referências, é tão bem escrito, a história, os sentidos, tudo. Mas uma frase no meio daquele monte de palavras me fez pensar e me fez triste.
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Acho que chegou uma hora em que a gente se perdeu, por tentar não machucar um ao outro, ficamos parados na superfície, abraçando, beijando, mas evitando o atrito, tentando não se machucar, tentando não machucar. E isso é tão triste, por que a gente deveria ficar junto e se apoiar e ser melhores amigos, no matter what, a gente devia poder compartilhar as coisas, mas eu ri e eu não deveria ter dado risada, e deveria ter sido melhor.
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Eu comecei a ler How To Talk To Girls At Parties (o livro em inglês foi umas 3 vezes mais barato do que seria em português) e eu gostei mesmo do Gaiman, mas o título desse conto me deixa triste, me faz lembrar do melhor outubro da minha vida.
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A verdade é que eu deveria ter sido uma pessoa menos chata, por que eu não consigo parar de sentir saudade.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
.As mulheres legais - parte 2 (Com a ajuda da Gab)
domingo, 11 de dezembro de 2011
.25 coisas que as mulheres legais fazem ao invés de ficarem fazendo listas estúpidas
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
. Um pouco sobre o paradoxo dos meus sentimentos pelo TCC
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
.Eu te amo
(L)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
.Um leão por dia
pra esconder o nosso bem
em um falso sorriso.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
.Era pra ser um adeus, mas é uma carta de amor
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
.Nem em título em consigo pensar hoje
Fiquei sem reação e fiz o que eu sempre faço quando fico sem reação: a primeira coisa estúpida que me vem à mente. Cruzei seu caminho quase tropecei fingi que não vi (Deus, pq eu faço isso?) e atravessei a rua. Tremendo, com a barriga gelada, com a cabeça virada pra trás te vendo ir embora.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
._.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
.Tá foda
terça-feira, 31 de maio de 2011
And again
Vontade absurda de ser escritora. Onde foi que minha criatividade se enfiou? O twitter, e a sua absurda facilidade, matou a minha capacidade de manter um blog, acho eu. Mas sou mais teimosa do que essa incapacidade. Pela milesima vez eu volto pra soprar a poeira disso aqui.
sábado, 23 de abril de 2011
.O nosso mundo também cabe na varanda
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo"
segunda-feira, 14 de março de 2011
.Data de validade
Eu não sou contra o capitalismo, muito pelo contrario, eu trabalho, eu consumo e eu simpatizo com a etica protestante de Weber.
O que eu não consigo defender é a "supercapitalização" das coisas, se é que este termo existe. A maneira como os bens duraveis se tornam descartaveis, como as necessidades sao plantadas e como as pessoas aceitam isso e parecem gostar. Tratam iPads como se tivesse data de validade estampada no fundo.
Eu amo os produtos da Apple. São bons justamente por serem duráveis. Eu só me recuso a trocar meu MacBook só por que existem 2 ou 3 versões mais recentes.
sexta-feira, 4 de março de 2011
.O Foursquare e os babacas
Encabeçando a lista das coisas que eu odeio no Twitter estão as atualizações automáticas feitas por aplicativos, estilo last.fm, Orangotag e Foursquare. Sério, eu não quero saber o que você têm ouvido, o que você assiste ou onde você está, se isso for dito por um robô com uma frase pronta!
Se você escrever “ouvindo a banda X a semana inteira e é extremamente viciante” eu vou, provavelmente, procurar a tal banda X (se eu sei que o seu gosto musical é bom, veja bem). Agora, se ao invés disso, você mandar aquela porcaria daquela atualização do last.fm, eu vou amaldiçoar você pra que os seus dedos caiam, sei lá, algo assim.
Mas o pior, de longe, é o Foursquare. Se existe um aplicativo que veio do inferno, é esse. “Fulano está em tal lugar” E DAI? Se Fulano escrevesse “estou em tal lugar e aconteceu algo interessante”, ai é ok. Mas me diz, que motivo eu teria pra querer saber que você simplesmente está vagabundeando no shopping? Nem vou comentar na falta de segurança por que isso é chover no molhado.
Pior são os que ficam mandando essa merda a cada 5 minutos, pra conseguir aqueles troféus idiotas. Deixa eu te falar uma coisa, querido colega: você é um babaca. Não importa se eu gosto de você ou se a gente é amigo, você ainda é um babaca. Aquele troféu tosco que você recebeu no Foursquare vale tanto quanto uma estaleca na vida real. Ou seja, nada.
