Como ele teve a coragem de dizer o que eu era ou não, ele nem tinha visto meu rosto inteiro. Mal viu meu olho esquerdo e quis falar sobre o direito.
Mal viu meu sorriso.
Nunca parou pra ouvir minha risada.
Quis me saber sem se saber primeiro.
.
Me deu o que eu quis. Ajuda pra consertar a lâmpada do banheiro, uma janta deliciosa, passeios incríveis, brigadeiro de panela...
Mas eu nunca recebi.
Só ouvi e fiquei quieta. Afinal era ele que estava falando, era ele que precisava se desenhar, se convencer das coisas que eu ouvia. Antes de mim, era ele que queria se conhecer.
E só encontrou o que ele precisava ser, não o que ele realmente era.
.
Nunca me conheceu, nunca me ouviu, nunca realmente me tocou.
Jogou palavras, eu ouvi vontades, eram só mentiras.
"De onde vem o jeito,
tão sem defeito,
que esse rapaz consegue fingir?
Leva esse sorriso,
tão indeciso,
tá se exibindo pra solidão..."
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
.Ele não sabe não, viu...
Por Ana C. Nemes às 8:58 AM
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4 Comments:
Tá...
Mas até que ponto você não tava se escondendo também? :)
Eu não tive culpa da fotografia estar cortada no meio quando ele a viu pela primeira vez.
Depois disso eu me abri completamente, mas ele me interpretou errado, por que teve preguiça de tentar me conhecer.
vou falar a mesma coisa que antes.
eeeeeeee
pra alguma coisa um infeliz serviu.
=)
É, né. pelo menos pra isso.
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