terça-feira, 7 de abril de 2009

A história que eu sempre quis contar - Parte III

Quando eu acordei naquela segunda feira eu me dei conta de que eu provavelmente nunca mais o veria. Foi então que me passou pela cabeça que não era aquela a primeira vez que isso acontecia.
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Uma quarta feira há anos atrás. Eu levantei com o sentimento de que o dia anterior havia sido péssimo, aquela confusão de pensamentos de quando você está acordando e não consegue se lembrar onde está e quem você é. Então eu lembrei e já xinguei mentalmente toda a minha timidez idiota. Eu nunca mais o veria? Sai de casa e comecei uma das buscas mais estúpidas da minha vida. Eu andei sem rumo naquela cidade com mais de 300 mil pessoas procurando apenas uma. Aquele um que eu não sabia nem como se chamava. Alô, inteligência?
Provavelmente algumas semanas se passaram e então eu desisti, não sem tristeza, de procurar por ele. Mal sabia eu que eu não precisaria mais procurar, pois ele viria até mim.
Até hoje eu me pego pensando nisso, nessa história e no seu começo. Quando eu conto pra alguém, invariavelmente eu ouço algo sobre ser uma história linda e que o destino é tão bonito e mimimi. Mas puta destino bobo, se é que ele existe, que quis escrever uma história linda e parou na metade.
Mais de um mês após aqueles dias de vestibular minha história toda se revirou. Depois de uma série de pequenos eventos acidentais numa tarde de segunda feira, me vi parada em frente a um mercado, sabe-se lá por que. Mas eu estava lá, exatamente a tempo de ver entrar apressado um par de tênis amarelo.
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Deja vu.
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Minha cabeça num misto de lembranças coloridas, em movimento e embaçadas entrou em uma busca involuntária pra achar um motivo por que meu coração se acelerou tanto ao ver aquela cena.
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(Continua)

2 Comments:

fernando said...

rapaz, conheço ninguém mais gozador que o tal do destino.

Fernanda Rodrigues said...

Concordo com o Fernando. Se é para ser, então será.