quarta-feira, 6 de maio de 2009

.A história que eu sempre quis contar - parte V

Nesse ponto da história eu cheguei em uma encruzilhada moral: contar a verdade, os fatos reais da história ou inventar algo lindo que eu poderia ter feito e todos ficaremos felizes e prontoacabou. A verdade é que a verdade é extremamente ridícula e revoltante.
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Eu não sabia o que pensar, estava acontecendo muito rápido. De manhã eu estava sonhando com ele e de tarde ele estava lá, era no mínimo injusto comigo ter que agir com pressa em algo tão fácil de estragar. Saí ofegante do mercado.
Sentei no meio fio completamente sem reação. Se alguém me chamasse eu certamente não ouviria, um exagero, talvez, mas eu estava realmente furiosa com tudo o que estava ali, acontecendo. Sentada ali num misto de auto-raiva e revolta alheia avistei uma amiga vindo na minha direção. Foi covarde, foi extremamente covarde o que eu fiz então. Um minuto depois eu recebi das mãos dela um papel com um nome e um email.
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Eu penso que talvez ali eu tenha quebrado as regras do jogo. Era uma história nossa e aquelas primeiras palavras tinham um papel fundamental em todo o desenrolar dos fatos e eu simplesmente mandei alguém no meu lugar.


Seja como for, eu agora tinha um nome para aquele rosto.
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(Continua)

3 Comments:

Marina. said...

toda história linda tem um papel, eu acho

fernando said...

sujeira sua... cê tá judiando da gente soltando a história assim aos poucos.

84.gu said...

Termina logo essa história, ô. :P