Samuel.
Agora quando eu fechava os olhos e via aquele rosto, eu podia ouvir também seu nome. Era uma sensação estranha, me aproximava mais ainda de alguém que eu não conhecia, mas era cada vez mais evidente de que havia algo ali pra ser descoberto.
Eu adoraria dizer que nos encontramos no outro dia e em todos os outros depois e depois mas não foi assim. Depois de um ou dois meses foi que eu finalmente encontrei-o pelo mundo digital, e que destino sacana que nos fez morar a muitos e muitos quilômetros de distância um do outro.
Fomos nos conhecendo, e essa é a parte mais linda de toda a história. Descobrimos que nossas visões um sobre o outro eram iguais, que nosso silêncio era igualmente fundamentado na idéia de que era impossível encontrar algo para dizer que não fosse de certa forma quebrar tudo aquilo. Gastamos muitas e muitas e muitas madrugadas acordados, era o nosso tempo e não havia nada mais óbvio pra se fazer que querer passar mais tempo "juntos". Separados por uma tela brilhante que depois de um tempo me doía os olhos.
Nossas músicas, nossos gostos, vontades, sonhos, risadas. O Nando Reis e as coisas que só nós sabíamos sobre nós mesmo. E aquela vontade grande de que a distância toda fosse embora e pudéssemos finalmente quebrar o silêncio que ainda insistia em ser mais alto que o barulho dos dedos martelando as letras de todas as coisas que queríamos dizer.
Eu sinto saudade daquelas noites.
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E um ano depois então depois de muita história e muitas outras tentativas fracassadas, nós iríamos nos encontrar.
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(Continua)
terça-feira, 12 de maio de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte VI
Por Ana C. Nemes às 8:59 AM
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3 Comments:
me adiciona...
bolhagosmenta@hotmail.com
interessante a história, parecida com a minha e da minha noiva...
...acabou?
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