Decidi dormir um pouco, pra passar o tempo. Nenhum rosto conhecido, cidade empoeirada, e eu lá, com uma mochila pesada nas costas cheia de coisas que eu achava que iria usar.
Esperar. Eu nunca gostei disso. Esperar um ano inteiro para ter que esperar mais tempo, parecia que jamais chegaria. Deitei minha cabeça na mochila e tentei dormir.
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Fui acordada por uma pessoa que eu conhecia tão bem, e tão pouco. Nos estranhamos, aquele estranhamento gostoso. "Oi, é você?" Que pergunta sem razão, era ele ali. Alto, mais do que eu lembrava, olhos intensos e o sorriso que eu tantas vezes li na tela do meu computador. E estávamos nós dois, sem ela.
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Pra definir aquele final de semana eu posso usar apenas uma palavra: Surreal. Cachoeiras, montanhas, medos, perigos, delícias, descobertas, e tanta risada e vontade de a gente não deixar o tempo ir assim. Enquanto a água corria nos tantos rios que passamos, a conversa, a cumplicidade. Éramos nós ali, surreal, não é?
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Eu sinceramente preferia acabar por aqui. Perfeito até quando eu subi no ônibus, vestindo o moleton amarelo emprestado e dei tchau, mandei um beijo através do vidro fechado. Mas a vida, ah, a vida...
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(Continua...)
domingo, 28 de junho de 2009
.A história que eu sempre quis contar - Parte VII
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2 Comments:
moletom amarelo! que lindo. e que triste!
Acampar e subir morro e montanha é bom.
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