terça-feira, 21 de julho de 2009

.Please don't go

Ela soltou uma mão da mão dele, devagar sentindo cada milímetro de pele se desprender da sua própria pele. Olhou para o lado e sorriu, estava exatamente onde queria estar, podia sentir a vibração da voz dele no seu próprio corpo em cada palavra que ele dizia, perto o suficiente.
Beijou de leve sua boca, apenas para confirmar sua presença ali, apenas pra relembrar que estava ao seu lado, e que agora tudo era permitido.
Na mesa uma caneca branca contrastava com o chocolate quente e a fumaça que fazia nuvens no ar. Ela delicadamente soprou as nuvens, caminhou sobre elas e se viu realizada. Plena.
.
Tornou a apertar-lhe a mão. Tornou a permitir-se.

terça-feira, 14 de julho de 2009

.Let the games boredom begin (again)


Rumo ao terceiro semestre!




\o/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

.Stop being Rory

E é que eu sempre chego e falo "amanhã eu vou começar a fazer isso dar certo" ou penso que é o destino o filho da puta responsável por todas as coisas que me deixam de acontecer. Tá, muito do que eu quero foge mesmo do meu alcance, mas chega a ser idiota quando eu simplesmente xingo uma "força" que eu nem sei se eu acredito que existe mesmo. O que eu estou fazendo pra mim mesmo, ao invés de passar o dia com a bunda colada naquela cadeira que é super desconfortável, reclamando de tudo?
Então, eis que eu decidi. Não sei quanto isso significa, por que minhas decisões de geminiana são tão firmes e seguras quanto um boneco inflável furado, mas alguma força incrível colocou um anúncio vermelho brilhante na minha frente hoje e dizia algo como "wake up, Rory!" em caixa alta. Alô, lentidão? Sou eu. Não quero acabar em Yale com o Matt Czuchry, eu acho que tem muito mais pra mim, se eu preciso ser uma garota Gilmore, que eu seja a certa.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

.Procura-se

Julho é um mês terrível. É terrivelmente lindo, terrivelmente folgado e quando se está em Curitiba, terrivelmente frio. Faz aquele sol gelado, que deixa as fotos lindas e o nariz vermelho, que congela a cara e me faz sorrir o tempo todo. Julho é meu mês preferido, com toda a certeza.
E daí que esse julho eu estou sozinha. Fazia três anos desde que isso não acontecia, e de repente o frio todo não me parece mais TÃO interessante. É um tipo de frio que a minha luva preta não consegue me proteger, por mais quente que ela seja. Um frio que só outra mão, de preferência não tão friorenta quanto a minha, pode mandar embora. E eu estou aqui no meio de um diálogo bem estilo Lorelai/Rory com a minha mente, falando muito mais do que eu consigo acompanhar, pensando em como é estar solteira no meu mês favorito. Não se trata de querer apenas uma pessoa pra me aquecer, é inverno e é quase injusto não ter com quem compartilhar toda a beleza que alguns graus a menos proporcionam no meu próprio clima, meu rosto que miraculosamente fica mais bonito.
E então, julho está ai, começando de novo e me olhando na cara, quase me acusando de estar só. O sorriso e o rosto bonito continuam aqui, só esperando um outro sorriso, um outro rosto bonito. Um outro com quem compartilhar os 31 mais bonitos dias no ano.
.
.
.
Pra ler ouvindo Mad World - Gary Jules